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Salão Super Carros | Família Senna mostra relíquias e conta bastidores de presente a Hamilton
19 de Junho

Família Senna mostra relíquias e conta bastidores de presente a Hamilton

O ano de 1987 foi histórico na carreira de Ayrton Senna. O motivo? Foi nessa temporada que o brasileiro venceu pela primeira vez o GP de Mônaco, guiando a tradicional Lotus amarela com patrocínio da marca de cigarros Camel. Aquele foi o triunfo que inaugurou o reinado do brasileiro no Principado, onde ele venceria mais cinco vezes, tornando-se o piloto com o maior número de troféus de primeiro lugar em Monte Carlo.

Lewis Hamilton tinha apenas dois anos de idade, e sequer fazia ideia que um dia seria piloto de competição, muito menos que viria a igualar, e até bater recordes do tricampeão mundial. No último final de semana, entretanto, as histórias dos dois personagens se encontraram na pista de Montreal, onde foi realizada a sétima etapa do calendário da Fórmula 1. O inglês marcou a pole position para o GP do Canadá, a 65ª da carreira, e se equiparou à impressionante marca de Senna.

Levado à pista após o treino classificatório, Hamilton foi surpreendido por um presente enviado pela família do ícone brasileiro: um capacete de Ayrton, pintado com as cores e patrocínios usados na temporada de 1987. Fã declarado de Senna, o piloto da Mercedes se emocionou, reverenciou o ídolo e não largou mais a peça, levando-a até a sala de imprensa, onde deu entrevistas para os jornalistas sobre o feito histórico.

A repercussão da ação, idealizada pela assessoria de imprensa do Instituto Ayrton Senna, foi enorme, porém, uma dúvida se instaurou na cabeça dos fãs da Fórmula 1: seria aquele, como anunciado, um capacete usado por Ayrton em corrida? Chegou-se a especular na imprensa internacional que a peça dada seria uma réplica, e que a original seria entregue em Mônaco, onde Hamilton reside atualmente.

Em visita à sede do Instituto Ayrton Senna em São Paulo, a reportagem do GloboEsporte.com esclareceu o ocorrido. Segundo a assessoria de imprensa, o capacete dado ao inglês é original da época em que Ayrton era vivo, porém, nunca foi usado pelo brasileiro em uma corrida. Bianca Senna, sobrinha do tricampeão, afirmou que a peça foi escolhida pela família Senna e tem "valor emocional", tendo sido retirada de um acervo que conta com uma série de itens relacionados ao piloto.

A ação, na verdade, estava programada para acontecer no GP de Mônaco, porém, como Hamilton não fez a pole, a FOM sugeriu à assessoria do Instituto Ayrton Senna que o capacete fosse levado para Montreal. No Canadá, Hamilton igualou o recorde, recebeu o presente, mas foi erroneamente informado que o item teria sido usado em corrida pelo ídolo brasileiro. Em novembro, quando vier ao país para o GP do Brasil, o inglês será convidado a conhecer o acervo do IAS.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/familia-senna-mostra-reliquias-e-conta-bastidores-de-presente-a-hamilton.ghtml